Área de serviço – Oh my God! (parte 1)

ZzzZzzzzZzzzzz
sonho: REVOLUÇÃO!!!
Realidade

 

 

 

 

 

 

 

Chegamos à Área de serviço ou quartinho! Sim, aquele! Aquele que fica láaaaaaa atrás. Também conhecido como quartinho dos fundos ou quartinho da bagunça. Você tenta de TODOS os jeitos deixar arrumado, mas as coisas brotam nele. No final do ano você se desespera com a quantidade de vassouras acumuladas. Surge uma coleção de pás, todas sem as escovinhas que sumiram, es-ca-fe-deus-se (rs). É o cômodo do OH MY GOD! Você olha pra ele, abre a boca, põe as mãos no rosto (no melhor estilo filme “Mãe, esqueceram de mim”) e tem vontade de jogar tudo fora. Vassouras esgarçadas, pás sujas, escovinhas cheias de cabelo, baldes rachados, pano de chão rasgado, um monte de produto… é mais forte que você! Você PRECISA jogar tudo fora. OPA! Jogar fora? Fora aonde?

-Terra, fogo, vento, água, coração!

-Pela união de seus poderes, eu sou o… (loooooooooookkkkkaaaaaaaa!)

Segue parte 1 da lista para uma área de serviço Desperdício Zero (yeeeeeeaaaaahhhhhhh!)

VASSOURA

Não reparem os pelos de gato, please!

A primeira versão era qualquer arbusto que melhorasse o chão da caverna. Não tinha sapato nessa época, né? Nem precisava pedir pra tirar antes de entrar (huahua). Depois veio a de cabo de madeira e cerdas vegetais, tipo bruxa mesmo. Poucas versões usavam cabo de ferro (já pensou as bolhas que deveriam fazer na mão?). Prendiam palha ou galhos e até colocavam ervas para soltar um cheirinho no ambiente. Os modelos foram se aprimorando e, mais pra frente, aderiram aos pelos de animais (link 1 link 2).  Aí veio a PRAGA do plástico e do naylon. Sério, pra quê??? Quem foi o ser (zero) inteligente? Nem procurei, pra não amaldiçoar a pessoa.

Lembram que já falei aqui que tudo que vem da terra tem capacidade de ser reabsorvido por ela? Então, como era tudo natural (madeira, palha e pelos), na hora de se desfazer, não tinha tanto problema. Tudo biodegradável (mesmo que demore um tempo, como a madeira) e compostável. Além disso, não é tóxico, pois não é derivado de petróleo e nem leva químicos. As versões de plástico são puramente artificiais. Com excessão do cabo, ainda de madeira, mas encapado com uma camada colorida de plástico pra deixar bonitinho, essas versões mais modernas esgarçam as cerdas. Esteticamente fica muito feio e é muito mais difícil de higienizar a vassoura. Prende cabelo pra caramba, aí dá nojo e vontade de descartar.

Cada país com sua fibra (ou com seu pelo).

Nas versões naturais, temos algumas opções nacionais maravilhosas. A de piaçava por exemplo, dura horrores. Algumas versões permitem trocar somente a parte das cerdas. Se a fibra se soltar, não polui o meio ambiente (link 1 link 2) . Algumas pessoas acham que arranha chão de madeira. Eu não acho, maaaaaas…

Também tem a versão com pelo de animal. Aqui no Brasil, geralmente é porco ou cavalo. Infelizmente, não temos controle da produção e não sabemos se os animais passam por maltratos. Eu não acho ruim cortar o pelo de um animal (bem tratado, com amor e carinho) para usar de matéria prima. Eu usaria até o meu, se servisse (não me arrependo de ter falado essa frase).  Seria incrível se eu pudesse conhecer os produtores e ter certeza. Vou me esforçar para isso, caso eu precise adquirir uma nova 😉

Resumindo: não solta coisa ruim, não tem plástico, limpa maravilhosamente bem, dura pra caramba, dá pra compostar tudo, não dá vontade de jogar fora e nacional.

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ESCOVINHAS

 

O mesmo da vassoura. Hoje é até difícil achar as versões naturais em supermercado. Lá é tudo colorido e com glitter, pra fazer você comprar. Mas é para a casa brilhar, e não a escova né? Então se esforça um pouquinho que você vai achar uma versão de fibra natural na sua cidade. Procure por lojas especializadas em material de limpeza, feiras e produtores locais. Olha essa ideia de uma marca alemã, disponível no site da Life without Plastic link, reparem no compromisso do site em especificar todos os detalhes do produto. Isso é responsabilidade e dar o direito de escolha. Ou seja, eles se responsabilizam pelo produto comercializado e repassam a informação. Dessa forma, o consumidor tem o direito de escolha em adquirir ou não e de forma consciente.

Essa da foto é de cabo de madeira e pelo de animal.

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Sério gente, quem não já não ficou na dúvida entre uma verde ou laranja? Aí tem vários tamanhos de cabos e você precisa de um de cada, pra facilitar a vida. Na hora de limpar você não fica toda hora buscando uma pá pra cada sujeira, nem carregando todas pela casa. Aí ela desaparece e você compra outra. Isso se repete, até que você acha todas as pás e resolve jogar fora, pois a tira de borracha se esfarelou.

Essa versão não é colorida, mas não vira lixo. Madeira e metal. Aqui no Brasil, a indústria de reciclagem de metal é uma das maiores do mundo (link 1 link 2). Se por acaso acontecer alguma coisa, dá pra reciclar. Mas eu garanto que vai durar bastante! Calma, não vai arranhar o chão. A não ser que você saia arrastando a pá por aí.

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BALDES

Temos opções de alumínio, que não racham. O plástico resseca com o tempo e acaba quebrando com facilidade. A pontinha quebrada já é motivo pra querer descartar né? E aquele cabo-quebra-fácil? Os de alumínio duram muito e também podem ser inteiramente reciclados depois.

Mas Karin, plástico também não é reciclável? Sim e não. Nem todos os plásticos são recicláveis ou reciclados. vai depender da quantidade de materiais misturados. Quando o item é feito de um único material (por exemplo PET) é mais fácil de reciclar. Mas se é misturado com outras coisas e também muito tingido, o processo fica mais complicado e caro. Assim, muita coisa tem o símbolo de reciclável, mas não é reciclado efetivamente. Um pouco diferente do alumínio, que tem reciclabilidade maior, principalmente no Brasil. Então, se alguém vir o seu balde de alumínio por aí, vai olhar e pensar “Opa, vou já vender pra recicladora e ganhar um trocado”. O de plástico é mais “Hum, quem sabe uma outra hora.”. Além disso, já falei aqui em outros posts sobre a questão do plástico não ser eternamente reciclável né, e ainda vira micro plástico. Estou repetitiva? Sorry!

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PANO DE CHÃO

Olha o que acontece com um pano 100% algodão, quando enterrado num vaso de planta. Os micro organismos começam a degradar as fibras, que são naturais (link). É uma mini versão do processo de compostagem. Isso é fechar o ciclo. Uma árvore que deu fruto (ou algodão), foi colhido, transformado em tecido (para uso do homem) e depois da sua vida útil, se degradou naturalmente e se reintegrou à natureza.

Assim deveria ser com tudo, até com a gente. Ou seja, dê preferência a pano de chão feito com tecido 100% algodão. No final, já bem rasgadinho, coloque no fundo de um vaso de plantas como dreno de água e deixe a natureza se encarregar.

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PANOS DE LIMPEZA

Tem gente que fala que antes de jogar uma roupa fora, usa primeiro como pano de limpeza. Bom, eu sou uma das que repensou essa prática. Uma camiseta velha, por exemplo. Seria um ótimo pano de chão. Mas suja, fica encardida e a tendência é um descarte mais precipitado. Se o tecido for de algodão, acontece isso aí na foto acima. Mas se for sintético, dura pro resto da vida e ainda solta fibra no ar e na água. Então eu decidi não adquirir mais nada de fibra sintética. Isso inclui perfex e tolhas umidecidas para limpeza (são todas de plástico). Abram o olho, algumas dizem ser biodegradáveis na embalagem, mas nos ingredientes está escrito poliéster e isso é plástico. Tipo na empresa Descarpack. Achei no site deles a informação de que era biodegradável. Fiz um stories no instagram e mandei e-mail. Foram os primeiros em toda minha vida de desperdício zero a responder um e-mail!

 

Claro que eu conferi no site e eles realmente tiraram a informação equivocada!

Minha solução é usar toalhas reutilizáveis. Eu tinha uma 100% algodão, de banho. Cortei em pedaços menores e fiz a bainha. Uso pra limpar os móveis, as bancadas e até o vaso sanitário. Eu bordei um C de cozinha e um B de banheiro pra diferenciar.

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ASPIRADOR DE PÓ

Por fim um aparelho eletrônico. Eu tenho dois gatos de estimação e soltam pelo pra caraca. A vassoura não dá conta. Esse é mais moderno, mesmo que já velhinho. Não tem saco descartável. É um compartimento removível e lavável que acumula a sujeira. Você remove a sujeira e depois lava pra limpar. Só que, eu nunca lavei. Para o terror da minha mãe, anuncio que eu nunca lavei esse compartimento na vida. Sério gente, se eu já tiro a sujeira toda e aspiro de novo, pra que contaminar uma água limpa com isso? Ok, calma, gente! Talvez eu considere lavar ano que vem (rs).

São escolhas né? Antes de descartar e adquirir um item novo, veja se realmente precisa descartar, ou você que talvez esteja se deixando levar mais pela estética da coisa. Veja se tem reciclagem e pense sobre os materiais, antes de adquirir algo novo. É assim que evitamos lixo, pensando sobre o descarte antes mesmo de consumir 😉

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No próximo post vamos falar da parte 2 da área de serviço. Vai ter receita de produto de limpeza e a pergunta que não quer calar: Afinal o que fazer com a sujeira acumulada no aspirador?

obs: vassoura, escovinha e pá foram comprados na loja Faxinal no Largo do Machado. O balde foi comprado no Saara – Rio de Janeiro.

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3 Comentários

  1. Adorei a ideia do balde de metal! Provavelmente irei me mudar em breve e vou providenciar um desse! 😉

    E aguardar a parte 2, pq me interesso em saber mais sobre o aspirador de pó!

  2. oiii sou a flavia do @casa1051

    ainda não tenho boa parte do meu enxoval… vou ler cada post com carinho e já pesquisar as lojas que posso comprar os itens que você deu de dicas. sério, parabéns por todo o seu trabalho! eu leio o post com a sua voz! haha, sou super fã.

    1. OI Flavia. Que legal! É assim mesmo, aos poucos vamos encontrado marcas legais. Obrigada pelo carinho e por compartilhar 🙂

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