Ué, quarto gera lixo? parte 2

Eu amo minhas roupas…
Calma, espera…
Xiiiiiii…

 

 

 

 

 

“EU NÃO TENHO NADA PRA VESTIIIIIIIRRRRRRR!!!!!!”

Quantas mulheres não repetem essa frase todos os dias, enquanto olham para seus armários cheios de roupa? Conheço várias!!! Não sei em relação aos homens, nunca ouvi isso de um amigo meu (alguém aí me conta?). Então, a pessoa coloca um vestido super bonito, mas de certa forma a insatisfação persevera lá no fundinho e, na primeira oportunidade, vai as compras. “Preciso fazer compras!”, será? Será que PRECISAMOS fazer compras?

Há algum tempo eu estava insatisfeita com meu armário. Achava tudo lindo, mas não tinha vontade de usar mais nada. Esperei, não me desfiz de nenhum item para entender o que estava acontecendo. Percebi que, apesar de gostar das minhas roupas, elas não representavam mais o meu novo estilo de vida (desperdício zero), estavam infantis também (lembra da crise dos 30 que falei no post 1 do blog?) e nem um pouco práticas (muita coisa com combinação restrita). Senti necessidade de trocar tudo! Selecionei as peças que eu mais utilizava e separei o resto. RESTO???? Quem disse que aquilo era resto?

Roupas não são descartáveis! Só porque não queremos mais usar, não quer dizer que sejam lixo. Também não quer dizer que a roupa tenha perdido valor e muito menos que sirva só pra caridade. Antes da roupa chegar no seu armário, ela já foi algodão ou seda, foi extraída por mão de obra escrava, foi para uma tecelagem pra virar tecido, utilizou e poluiu muita água para ser tingida, depois foi comercializada a preço de banana para as marcas que utilizam mais mão de obra escrava ou não pagam o preço justo às costureiras. Aí a roupa poluiu mais ainda pra chegar até os galpões (transporte gera muito CO2) e ser distribuída às lojas, pra você comprar e um dia falar “não tenho nada pra vestir” ou pra eu chamar de “resto”.

O que fazer?

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