Sala de jantar ou sala de acúmulo?

Meu sonho era comprar essas cadeiras!
Uooooou! Quanta cadeira, pelo amor!!!!!
Game Over…

 

 

 

 

 

 

 

Quem aqui nunca sonhou com decoração de casa de revista? Minha mãe sempre assinou essas benditas e eu ficava marcando as páginas, sonhando com o dia em que poderia montar meu apê! Tapetes, poltronas, quadros, espelho veneziano e tudo a que eu tenho direito. De repente percebo que tenho 8 cadeiras na minha casa, só que eu moro sozinha ?!?! Pra que 8 cadeiras? Mesmo que eu sente em uma por dia, a semana só tem 7 dias! De repente eu não tenho nem mais espaço pra comer na mesa, pois ela virou apoio de um monte de coisas e na hora de arrumar, um surto de desespero me faz querer jogar tudo fora! OPAAAAAA! Alerta desperdício zero em ação! Não existe fora. O que é produzido nesse mundo, permanece no mundo pra sempre. Eu disse FOR EVER!!!!!! Por isso é tão importante pensar no que adquirir, antes de adquirir.

Segue a saga por uma sala de jantar desperdício zero!

 

Hall de entrada

 

Eu fui mal acostumada. Sempre teve gente pra limpar a minha casa. Quando eu saí de casa e morei fora (falei sobre isso no primeiro post do blog), fui logo para um país onde era tão frio na maior parte do ano, que mal se abria a janela e por isso tudo permanecia limpo por mais tempo. Mas morando no Rio de Janeiro e com dois gatos, não há aspirador de pó que descanse ou pano úmido que seque. Minha primeira atitude foi criar um hall de entrada aqui em casa. Tirar os sapatos antes de entrar diminui muito a sujeira e com isso, também diminui o uso do aspirador de pó. Antes eu ligava 2 vezes na semana e passava pano dia sim dia não. Quanta água e energia se vai nesse processo?!?! Agora eu uso o aspirador e o pano 1 vez por semana e faço a manutenção com a vassoura. Até a conta de luz diminuiu. Por sinal, vocês já calcularam sua emissão pessoal de CO2? Olha que incrível, pelo site da Iniciativa Verde link vocês podem calcular sua pegada de carbono e ainda ver quantos plantios de árvore compensam essa emissão. O meu deu 0,61 toneladas de CO2 por ano e posso compensar plantando 4 árvores. Aqui em casa já estou germinando todas as sementes que consumo. Em breve vou plantar 7 pés de abacateiro e aliviar minha pegada de carbono! Ainda tem as calculadoras da SOS Mata atlântica link e da Green CO2 link.

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Telefone e internet

Baú feito com reutilização de caixa de vinho.

Lembra que falei no post passado sobre multi-funcionalidade de móveis? Eu precisava de um lugar pra apoiar o telefone e roteador.  Pensei em ter uma estante, onde pudesse aproveitar o espaço vertical da parede. Vai que, algum dia sinto necessidade de mais espaço de armazenamento? Graças a Santa Padroeira do Desperdício Zero não sucumbi a esse pensamento. Mantive minha fé (firme e forte) no mantra recusar-reduzir-reutilizar. Afinal, quanto mais espaço de armazenamento, mais capacidade para acúmulos. Reaproveitei uma caixa de vinho e fiz um mini baú com espaço de armazenamento interno. Agendas, lista telefônica e assessórios desses dois aparelhos ficam guardados. Eu herdei esse telefone antigo que foi comprado em um antiquário pela minha mãe. Até funciona, mas está desativado. É bonito, mas eu realmente não preciso dele. Deixei em stand by, pois ainda rola um certo apego. Na verdade acho que vou é me livrar dessa porcaria de Net fone! Só me liga banco ou empresa funerária… Entre dois aparelhos telefônicos sem utilidade, prefiro o antigo que tem valor sentimental.

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Buffet

 

E de repente eu tenho 10 canecas. Eu moro SOZINHA!!! Como eu consegui acumular 10 canecas? Tinha a louça do dia a dia e a louça para ocasiões especiais (que nunca aconteciam)! Claro que para guardar tudo isso, eu tinha um buffet, ainda por cima cheio de pratos lindos que nunca eram usados. Esse velho hábito de guardar ou herdar um monte de coisas… e então tudo fica em dobro. Dois faqueiros, dois jogos de louça, copo pro dia a dia e copo para receber pessoas que no fim nunca aparecem, pois acaba-se comemorando fora de casa pra não dar trabalho de desarrumar a festinha! Gente, que loucura. Não preciso de nada disso. Todo dia é especial, todo dia eu mereço louça linda (rs)! Ok, posso estar exagerando. Quando fica tudo guardado, não entra tanta poeira assim e não incomoda. O que estava me afetando era o fato de eu ter um monte de coisas das quais não preciso, única e exclusivamente pelo mal hábito de consumir sem precisar. “Mas Karin, qual o problema? Eu batalhei pra ter poder de compra. Eu compro porque eu quero e tenho esse direito!” Claro que tem! A questão é que produzir alguma coisa necessita de matéria prima da terra, água, energia… fora o que resta dessa produção como água poluída. Isso tudo (resumi bastante) pra no fim nós não usufruirmos desses itens em nem metade das nossas vidas. O que eu poderia fazer com o dinheiro de tudo que compro em excesso? Como estaria a qualidade do nosso ar, se consumíssemos somente o necessário? Sim, depois de refletir, devolvi pra minha mãe o que era dela, fiz um brechó solidário com o restante e hoje penso muito, antes de adquirir alguma coisa.

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Cadeiras e mesa

8 cadeiras. O que dizer sobre alguém que mora sozinha e tem 8 cadeiras? Entendem que vamos fazendo as coisas mesmo sem pensar? “Bom, agora eu tenho uma mesa de jantar para 4 lugares e preciso de 4 cadeiras. No escritório eu preciso de outra. Os bancos da cozinha eu vou manter, mesmo não tendo mais mesa na cozinha. Vai que recebo visita e não tem lugar pra todo mundo!” Ah, a velha história do “vai que recebo visita”. Sério, e se eu colocasse uma das 4 cadeiras da mesa de jantar no meu escritório? No dia a dia eu só uso uma única pra sentar à mesa. Será que estou sendo muito rebelde em levar uma das cadeiras para o cômodo ao lado e não comprar uma exclusivamente para ficar na frente do computador? Aliás, na hora da compra, vamos mais pela estética do que pela funcionalidade em si. Desta forma, durante a árdua rotina, percebemos que a tal compra foi uma grande furada e já nos preparamos para substituir (em breve) os tais objetos que mais atrapalham do que são bonitos. Não pensamos em alternativas, queremos nos livrar!

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Espelho, espelho meu!

O que sobrou na minha sala de jantar? 1 mesa, 4 cadeiras que rodam pela casa conforme necessidade, a mesinha lateral do telefone e o hall de entrada. Está clean, prático, leve, atende minhas necessidades e é fácil de limpar. Até que esse post está curtinho, né? Sem grandes listas com itens ecologicamente corretos e nenhuma menção ao plástico diabólico até agora! Sim, esse post está mais voltado para a questão do consumo. Afinal, mesmo que você nunca jogue nada fora, consumir em excesso também é uma forma de desperdiçar (lá vem bomba!).

Quando consumimos estamos estimulando a extração de matéria prima (petróleo, terra, areia do fundo do mar, montanhas que são destruídas em busca de minérios e metais, água, vegetação, animais, alimentos etc.). Em seguida estimulamos o processamento disso tudo, a distribuição e por fim a venda (tudo a base de combustível, mais água e muita energia). Ou seja, consumir é poluir pra extrair da terra, poluir para processar, poluir para embalar, poluir para distribuir, poluir para vender e poluir para descartar quando chagamos a conclusão de que não ficou tão bonito quanto o esperado! Até quando vocês acham que isso se sustenta? “KARIN, PELO AMOR!!!! ASSIM EU NÃO TEREI VIDA!”

Calma! 😉

  • Primeiro passo é refletir sobre suas reais necessidades, do que você realmente precisa e o que está sendo consumido em excesso.
  • Segundo passo é considerar comprar de segunda mão. Comprar objetos usados evita que aquela matéria prima seja desperdiçada e vá parar no lixo (além de ser mais econômico).
  • Terceiro passo é realmente aprender a não considerar tudo como descartável. Dar valor a nossos pertences e consertar sempre que possível. Consertos são grandes aliados na redução de lixo e de energia para produzir um objete novo.
  • Quarto passo é, caso você precise realmente de algo novo, dar preferência a pequenos produtores e locais. Evite grandes lojas de departamento, pois fazem uso de mão de obra escrava ou mal paga ou terceirizam tudo no exterior e, assim, não contribuem em nada, nem para nossa economia e muito menos para o meio ambiente (fora que é tudo de péssima qualidade e não dura).

Seguem alguns links interessantes que falam da causa e efeitos da poluição.

Causas de alterações climáticas link

Sobre dióxido de carbono (CO2) e metano link

No próximo post vamos, enfim, falar da cozinha. Vai ter muita receita e tutorial! yeeeeaaaaahhhhh

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