Será que o lugar do lixo é realmente na lixeira

Season 1 😛

Olá! Faz alguns meses que resolvi mudar completamente os meus hábitos alimentares, de consumo e estilo de vida. Tudo isso foi acontecendo aos poucos e de forma independente, até que chegou o momento da grande virada. Sabem aquele momento de “ou vai ou racha”? Foi então que resolvi começar esse blog – um espaço de compartilhamento das minhas experiências, ideias e soluções acerca do lixo, seu destino e conseqüências.

Sendo bem objetiva: A intenção é não produzir mais lixo! Para isso, é preciso não consumir lixo (seja em produtos alimentícios, de beleza, vestimenta etc.). Estamos falando de ZERO WASTE desperdício zero em inglês.

Desta forma vou mostrar para vocês aqui no blog:

  • como transformar sua casa/lar em um local desperdício zero, cômodo por cômodo (ha!).

  • Zero waste food – alimentos que não desperdiçam ou como comer bem (e muito bem!) sem desperdiçar.

  • Como levar uma rotina desperdício zero fora de casa (acreditem, é bem mais fácil do que parece).

Ou seja:

  • Menos Lixo no mundo

  • Menos Lixo no corpo

  • Menos Lixo na mente

A ideia não é criticar o estilo de vida de ninguém, mas sim compartilhar as minhas iniciativas e mostrar que, mesmo morando em um país onde tudo parece impossível, existem (sim) possibilidades. No próximo post eu explico sobre o que é lixo e porque devemos nos preocupar.

Espero poder inspirar vocês e, quem sabe, despertar o interesse para esse assunto.

Para quem quiser saber como tudo começou, seguem abaixo ficha técnica e primeiro capítulo da novela 😉

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Karin Dreyer, carioca (50% brasileira – 50% alemã), produtora cultural, amante de esportes, amante das artes, amante da natureza, amante de diversidade cultural, recente amante da gastronomia e taurina (tirem suas conclusões ;).

Tudo começou quando eu nasci mesmo (dãr!). Minha mãe sempre me ensinou a respeitar a vida em geral. Mas como acontece com a maioria das pessoas, ainda, a falta de informação me impediu de enxergar o quanto que estamos descuidando de tudo, ou seja: de nós e do mundo.

Normal – defina normal! Eu cresci comendo tudo, carnes, comida maravilhosa, doces maravilhosos (minha mãe é tipo Magaiver da cozinha), praticava esportes, brincava na terra, tive um cachorro (super normal), hamster (normal!), tartaruga (normal!!), esquilos (normal…), caracol (normal?) e hoje tenho dois gatos (ufa, normal!). Sempre me considerei uma pessoa um pouco mais ecológica por reciclar lixo, economizar água, me preocupar com o meio ambiente, com despedícios, com químicos ruins que utilizamos em produtos de beleza e limpeza etc. Embora eu nunca tenha recebido as informações a respeito do assunto, nem na escola, nem na faculdade, nem em casa e nem na televisão, um grande diferencial para minha cosciência ecolôgica tamanho PP, foi ter morado na Alemanha por quatro anos. Lá eu vi de perto o que realmente era separação de lixo, não usar saquinho de supermercado (sim, existiam sacolas plásticas, mas não no supermercado), praias e rios limpos, poder beber água de qualquer bica sem preocupação etc.

Outro grande diferencial foi ter entrado na crise dos 30 (oh my god!). Com 29 anos eu estava insatisfeita com absolutamente TUDO na minha vida, todos os setores, tudo mesmo! Com meu trabalho, meu corpo, minha saúde (e olha que eu já era vegetariana – o que não significa ser saudável, mas é o que todos pensam), minha rotina, até com as amizades e principalmente com a falta de motivação. Então eu decidi diminuir o ritmo em 2015 para tentar entender o que se passava e como seguir em frente. Acabei entrando em contato com o veganismo e por conta disso, também com uma série de movimentos que seguem um estilo de vida mais saudável e ecologicamente conscientes.

Paralelamente eu fazia um curso de pós graduação em administração de empresas em uma renomada faculdade do Brasil (não vou revelar o nome rs). Esses dois fatores da minha vida eram completamente incompatíveis. Ao mesmo tempo que eu lia sobre consumo consciente, não desperdício, não poluir etc. eu aprendia (na pós graduação) a entender (na verdade – criar) necessidade de consumo nos clientes, produzir com baixo custo (isso inclui poluir e MUITO) e sempre visar lucro. Fiquei SUPER indignada com tudo aquilo e comecei a ler e me informar cada vez mais, mudei alguns hábitos pessoais e na minha casa, comecei a conversar com pessoas a respeito do assunto etc. No entanto dois pontos sempre voltavam à tona:

1- As frases “é difícil”, “dá trabalho”, “não tenho tempo” e “assim não vou ter vida”.

2- Eu simpesmente não conseguia não precisar do saco plástico do supermercado!

Então, como taurina inquieta e ser questionador que sou, comecei a ler vários artigos sobre o descarte correto das coisas, o que me levou a ler sobre reciclagem, o que me levou a ler sobre o destino real do lixo (oceano ou lixão/aterro sanitário), o que me levou a ler sobre os efeitos nocivos do plástico no nosso corpo, que me levou a perceber que o plástico está por toda parte (minha casa é cheia dele), o que me levou a um rápido surto de tristeza/neura/preocupação/indignação e motivação! Foi assim que nasceu o blog 😉

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9 Comentários

  1. Lógico que vou comentar aqui!
    Amei a iniciativa! Você é corajosa e espero poder me inspirar em você , não só eu mas como todo o mundo!!!

    1. Bianca, obrigada. Aproveita que em Portugal é bem mais fácil de comprar produtos ecologicamente corretos;)

  2. Parabéns pela iniciativa!! Super me interesso pelo aassunto, mas ainda sou bem leiga! Vou acompanhar com certeza!

    1. Normal Giulia. Todos nós somos leigos nesse assunto e é só por isso que ainda existe tanta poluição no mundo. Obrigada pelo incentivo 🙂

  3. Nossa, que máximo! Não conhecia muito sobre o assunto e achei a ideia de zero waste bem interessante. Fiquei curiosa em ler mais sobre. Vou acompanhar o blog, fato! Parabéns pela iniciativa!

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